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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Apodiformes
Família: Trochilidae
 Vigors, 1825
Subfamília: Trochilinae
 Vigors, 1825
Espécie: H. furcifer

Nome Científico

Heliomaster furcifer
(Shaw, 1812)

Nome em Inglês

Blue-tufted Starthroat


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Bico-reto-azul

O bico-reto-azul é uma ave da ordem Apodiformes da família Trochilidae.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) hëlios = sol; e mastër = buscador?; e do (latim) furcifer, furcifera = aquele que carrega tesoura; e -pteros = asa. ⇒ (Beija-flor) que busca o sol e carrega tesoura.

Características

Mede entre 12,6 e 13 centímetros e pesa entre 5 e 6,5 gramas.
Possui um bico um pouco maior do que os outros beija-flores. Há dimorfismo sexual. Machos apresentam garganta rosa, com a parte inferior (do peito até infra-caudas) azul-escuro bem iluminado e brilhante e parte superior verde. Ao contrário da maioria das outras espécies, o (Heliomaster furcifer) apresenta 2 mudas de plumagem por ano. Após a muda pós-nupcial adquire uma plumagem de descanso. O macho adulto perde sua plumagem exuberante iridescente da garganta e do peito e torna-se semelhante à fêmea e aos jovens da sua espécie.
As fêmeas possuem parte superior verde e a sua parte inferior é cinza.

Subespécies

Espécie monotípica (não são reconhecidas subespécies).
(Clements checklist, 2014).

Alimentação

Hábitos alimentares…

Reprodução

R. Grantsau (Os Beija flores do Brasil:Expressão e cultura,1988) cita o período reprodutivo da espécie entre novembro e março. H.Sick, em seu “Ornitologia Brasileira”, (Nova Fonteira,1997) informa que a espécie, juntamente com sua prima H.squamosus, apresenta anualmente duas mudas de penas, a nupcial e a pós nupcial, sendo que nessa última, “adquirem uma plumagem de descanso reprodutivo ou eclipse, pela qual perdem o azul do vértice e o vermelho da garganta, tornando-se semelhantes às fêmeas. Readquirem a plumagem nupcial à partir de outubro”.
São raras as espécies residentes no Brasil que apresentam esse padrão, como alguns caboclinhos (Sporophila bouvreuil, S. ruficollis, S. melanogaster), o tiziu (Volatinia jacarina) e outras duas espécies de beija-flores (Heliomaster squamosus e Heliomaster furcifer) (Mallet-Rodrigues, 2000).
Em Carmo do Paranaíba, região do Alto Paranaíba, Minas Gerais, permanecem entre abril e setembro, com as penas do pescoço claras (ainda com plumagem de eclipse), e desaparecem em setembro, aproximadamente, já com as penas do pescoço róseas ou “vermelhas”, quando migram para outras regiões mais ao sul, onde provavelmente se reproduzem.

Hábitos

Augusto Ruschi em seu “Aves do Brasil – Vol. V – Beija flores” (Expressão e Cultura, 1986) considera a espécie “migratória de longas distâncias”. No livro “Aves do Brasil - Mata Atlântica do Sudeste” da Wildlife Conservation Society, editado por R.S. Ridgely, J.A. Gwynne, G. Tudor e M. Argel, diz que “…a espécie parece ser migrante raro, visitante de inverno em áreas abertas com árvores…”.

Distribuição Geográfica

Referências

Consulta bibliográfica sobre subespécies:

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